Achavas que apenas fazer treino de força resolveria a fragilidade que vem com a idade? Infelizmente, não.
Um ensaio dinamarquês testou 4 abordagens diferentes ao mesmo tempo, e somente uma combinação de testosterona, treino, etc … venceu de forma clara.
Lê o resumo que eu fiz do estudo científico:
Homens mais velhos com testosterona baixa e problemas de mobilidade melhoraram força, qualidade de vida e até variabilidade cardíaca quando combinaram terapia de testosterona, treino de força progressivo e suplementação de vitamina D, cálcio e proteína, mais do que com qualquer uma dessas intervenções sozinha, segundo um ensaio clínico aleatorizado publicado em 2024 no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle.
O estudo, conduzido no Hospital Universitário de Copenhaga (Dinamarca), acompanhou 148 homens, com pelo menos 70 anos (idade média 77), testosterona baixa a moderadamente baixa e problemas reais de mobilidade, durante 20 semanas.
Foram divididos em 4 grupos:
– só terapia de testosterona,
– só treino de força com suplementos,
– os dois combinados,
– ou nenhuma intervenção (grupo de controlo).
Só o grupo combinado (testosterona + treino + suplementos) mostrou melhorias consistentes: melhor desempenho no teste de “levantar e sentar” em 30 segundos (medida direta de força funcional das pernas), mais qualidade de vida reportada, menos fadiga, menos gordura nas pernas, e melhor variabilidade da frequência cardíaca (indicador de saúde do sistema nervoso autónomo).
Os grupos com apenas uma intervenção isolada não mostraram os mesmos ganhos.
Porque importa?
A grande parte do conteúdo sobre testosterona, treino ou suplementação trata cada peça isoladamente, como se fossem alternativas a escolher.
Este estudo sugere que a combinação, não a escolha de uma só via, é o que realmente move o ponteiro em homens mais velhos com fragilidade real, informação relevante para quem já ultrapassou os 65-70 anos e sente perda de força e mobilidade, não só para quem treina por estética.
Para quem ainda não chegou a essa fase da vida, a leitura prática é diferente mas ainda assim relacionada:
Os 3 pilares testados aqui (força muscular, hormonas, nutrição) não deixam de interagir entre si mais cedo. Adiar a perda de massa muscular e manter a força de treino consistente ao longo da vida é, segundo o que este estudo sugere, mais fácil do que tentar recuperar tudo de uma vez aos 77 anos.
Se quiseres aprofundar este assunto, aqui fica o estudo original em inglês: Midttun et al. (2024), Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle | n = 148 | ensaio clínico aleatorizado, controlado por placebo, duplamente cego, 4 grupos, 20 semanas.
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