Não foi uma crise da idade que me trouxe aqui.
Foi uma pergunta simples, que um dia recusei continuar a adiar.
Olhei para o número da minha idade e fiz as contas de outra forma.
Não “quantos anos me restam”, mas quantas décadas de vida com qualidade real ainda consigo construir.
A resposta que a maioria dos homens aceita sem questionar, é que depois dos 40, dos 50, é tudo a descer, e isso nunca me convenceu. E não é por optimismo cego, mas sim porque quando fui ler a ciência a sério, ela dizia outra coisa.
Fui à procura de respostas em português. Encontrei um vazio estranho.
De um lado, artigos clínicos escritos para médicos, cheios de jargão, cansativos e extensos para um homem que está só a tentar perceber o próprio corpo.
Do outro lado, “biohackings” vendidos como magia, 2 exemplos, picos de testosterona da noite para o dia, protocolos milagrosos sem uma única referência científica a suportá-los. Nenhum dos dois me servia. Um era frio demais, o outro, sinceramente, desonesto.
Decidi construir o que faltava.
Um espaço que trata a longevidade masculina pelo que ela realmente é: um projeto de longo prazo, não um evento de emergência. Sono. Biomarcadores. Hormonas. Composição corporal. Recuperação. Cada uma destas peças é uma variável que se pode optimizar deliberadamente com dados baseados em evidências científicas. Não com esperança vaga.
Um homem não tem prazo de validade. Escrevo isto e não é um slogan bonito para preencher espaço. É a ideia à volta da qual eu construo tudo o resto: envelhecer não tem de ser uma sentença que se cumpre de forma passiva. É, em boa parte, um sistema que se pode influenciar activamente dentro dos limites reais que a biologia impõe, sem fingir que esses limites não existem.
E quero dizer isto sem rodeios: Envelhecer não é o princípio do fim.
Acredito nisso porque a ciência mo mostra, repetidamente. Quem cuida do corpo e da mente, tem uma alimentação a sério, usa o sono como prioridade, se movimenta, usa suplementação com evidência por trás e não por moda, não está só a “adiar o inevitável”. Está a abrir a porta para chegar aos 90, aos 100, ainda a conseguir levantar-se do chão sozinho, ainda com energia para viver esses anos e não apenas atravessá-los. Não é sorte genética. É, em grande parte, decisão e atitude da sua parte.
Cada artigo que publico nasce de revisão de literatura científica — estudos indexados no PubMed, identificados por DOI, citados directamente no texto. Separo sempre, sem excepção, o que é evidência forte, o que é promissor mas ainda por confirmar, e o que é apenas tradição popular sem sustento nenhum.
O Dignidade Humana existe para te dar aquilo que eu próprio andava desesperado a tentar encontrar, numa altura, em que, eu sentia estar a envelhecer sem controlo nenhum. É um guia honesto, escrito por alguém que já esteve desse lado.
Se leste até qui, uma parte de ti já desconfia que resignar-se não é o único caminho. Que se pode envelhecer com qualidade de vida, que é possivel acordar com energia a sério. Essa vida mais longa e mais forte não te vai cair em cima por acaso. Constrói-se com decisões, uma de cada vez, a partir de agora. É para isso que o Dignidade Humana existe. E é contigo, artigo a artigo, que essa construção começa.